Por Dr. Alexandre Lima, médico com Especialização em Dermatologia (CRM-MG 38.981) · Publicado em 19/10/2026

Resposta rápida: Flacidez corporal é a perda de firmeza da pele, ligada ao enfraquecimento do colágeno e da elastina, com influência de idade, genética, gestação e emagrecimento rápido. Na minha orientação, exercícios e bons hábitos são a base. Ultrassom, radiofrequência e bioestimuladores de colágeno podem ajudar, mas a prova de que firmam a pele de forma visível é limitada, o resultado é gradual e o excesso importante de pele pode exigir cirurgia.

O que é flacidez corporal e por que ela aparece?

Flacidez corporal é a perda de firmeza da pele do corpo, que resulta da perda ou do enfraquecimento do colágeno e da elastina, as fibras que sustentam a pele e dão elasticidade a ela. Ela aparece em braços, abdome, coxas e glúteos.

Os gatilhos mais comuns são o emagrecimento rápido, quando a pele não tem tempo de retrair, a gestação, a idade e a genética da pele. No pós-emagrecimento e no pós-parto, a queixa costuma ser de pele frouxa mesmo com boa musculatura.

No canal, eu explico que a flacidez atinge a pele e os músculos e que outros fatores também pesam: exposição solar excessiva, sedentarismo, alimentação inadequada, tabagismo e obesidade.

O que ajuda antes de qualquer procedimento?

Na minha orientação, atividade física que aumente a massa muscular e o tônus, alimentação equilibrada e peso estável vêm antes de qualquer procedimento e continuam importantes durante o tratamento.

Minha opinião é simples: os tratamentos estéticos agem na pele e na gordura, mas os músculos são a base e a estrutura de tudo. Por isso oriento atividade física, de preferência a que leva à definição e ao aumento da massa muscular, aliada a uma alimentação balanceada.

Manter o peso estável, não fumar e hidratar a pele também entram nas orientações. A perda repentina de peso, em geral por alimentação desequilibrada, e o efeito sanfona favorecem a flacidez.

Ultrassom e radiofrequência firmam a pele do corpo?

Podem ajudar, mas ainda não há prova firme de que apertem a pele do corpo de forma visível.

Nos aparelhos aplicados por baixo da pele, o tecido muda de verdade, mas o aperto visível da pele é pouco comprovado. O aperto real e duradouro está ligado à cicatrização que o corpo faz depois de uma lesão superficial controlada, por calor ou por ação mecânica, e ainda não se sabe qual aparelho faz isso com mais eficácia. Isso não invalida os recursos, mas é um motivo para não prometer grau de firmeza.

Entre os aparelhos aplicados por fora, o braço é um exemplo: um tipo de ultrassom de alta intensidade pode melhorar a flacidez e o aspecto de papel crepom da pele, mas ainda há pouca prova do tamanho desse efeito.

No canal, eu explico que o ultrassom microfocado, como o Ultraformer, envia pulsos curtos de energia térmica e cria uma zona de coagulação (um ponto de calor concentrado) em uma profundidade específica, o que ativa a cicatrização e a formação de colágeno novo. Os efeitos esperados e os cuidados dessa tecnologia estão no texto sobre o Ultraformer. Já a criofrequência, na descrição da clínica, reforça o colágeno e a textura da pele.

Na visão da clínica, o resultado não depende só do aparelho, mas também do protocolo, da energia aplicada e da combinação com outras frentes, e é isso que a avaliação personaliza.

Como os bioestimuladores de colágeno atuam no corpo?

Os bioestimuladores de colágeno são injetáveis que estimulam as células da pele responsáveis pelo colágeno (os fibroblastos) a produzir colágeno novo na região tratada, melhorando a firmeza e a qualidade da pele de dentro para fora. No corpo, são procurados para flacidez de braços, abdome, coxas e glúteos, inclusive depois de emagrecimento ou gestação.

As substâncias mais usadas são o PLLA, ácido poli-L-láctico (Sculptra e Elleva), a hidroxiapatita de cálcio (Radiesse e Diamond) e a policaprolactona (Ellansé). A escolha do produto e da quantidade é definida caso a caso. Para entender as diferenças, veja bioestimuladores de colágeno: como agem e a página do Sculptra em BH.

O PLLA é um preenchedor sintético, bem aceito pelo corpo, que estimula a formação de colágeno novo. No canal, eu explico que o produto provoca uma resposta inflamatória controlada, que atrai células da pele e forma uma cápsula de colágeno em torno das partículas. Com o tempo, as partículas são reabsorvidas, e o colágeno novo melhora a qualidade da pele.

O volume inicial do líquido some em poucos dias, o que é normal. Os primeiros efeitos aparecem por volta de 30 a 45 dias, e o resultado fica mais completo entre 3 e 6 meses. Geralmente são 2 a 3 sessões, com intervalo aproximado de 30 a 60 dias, e depois manutenção. A durabilidade costuma ser de 1 a 2 anos, dependendo do produto e da área. Esses números são faixas gerais usadas pela clínica, variam de pessoa para pessoa e não são promessa.

No corpo, o PLLA também pode melhorar a celulite de glúteos e coxas quando há flacidez leve a moderada junto, e costuma ser bem tolerado. Para a flacidez isolada, ainda há pouca prova do efeito. Os detalhes estão em celulite: o que funciona e o que é mito.

Os bioestimuladores, como muitas terapias atuais, melhoram a cicatrização da pele, mas não regeneram o tecido por completo. Por isso o objetivo realista é melhorar a firmeza e a qualidade da pele.

Os efeitos esperados são vermelhidão, hematomas (manchas roxas) e inchaço, em geral leves e passageiros. No canal, eu aponto que pápulas e nódulos (pequenos caroços sob a pele) podem aparecer, embora sejam raros, e a massagem orientada pela equipe faz parte do cuidado depois da aplicação. Gestação, doenças autoimunes ativas e infecção ou inflamação no local entram nas contraindicações, avaliadas caso a caso.

E os glúteos: o bioestimulador aumenta o volume?

Não como uma prótese: o bioestimulador atua em firmeza, elasticidade e estímulo de colágeno, e pode dar um aspecto mais firme e levantado, mas não é prótese nem enxerto de gordura. Ele não substitui a cirurgia para quem busca grande aumento de volume.

A clínica não utiliza materiais permanentes, como o PMMA (um preenchedor que o corpo não absorve). Na posição da clínica, o PMMA é indicado para corrigir pequenas deformidades, e não para aumentar ou empinar o glúteo, e o excesso pode causar complicações graves.

Como a clínica monta o plano de firmeza corporal?

A clínica tem o FirmUp, protocolo próprio para firmeza corporal. Ele associa bioestimulador e criofrequência, principalmente para glúteos, coxas e flacidez corporal. É indicado para flacidez leve a moderada em braços, abdome, coxas e glúteos, inclusive depois de gestação ou emagrecimento.

A melhora é progressiva, e o colágeno novo do bioestimulador continua surgindo por alguns meses depois do fim do protocolo. A duração depende da manutenção depois do protocolo.

O FirmUp é um protocolo da clínica, e a escolha do produto, a quantidade e o número de sessões são definidos na avaliação.

Depois do bioestimulador, a orientação é hidratar bem a pele, fazer massagens conforme a equipe indicar e evitar exercício vigoroso logo após a aplicação, embora a atividade física leve ajude a potencializar o efeito. Qualquer sintoma fora do esperado deve ser levado à equipe da clínica.

Quando a flacidez pede outra abordagem?

Quando o excesso de pele é importante ou a flacidez é avançada, o tratamento não cirúrgico pode não bastar, e a cirurgia pode ser a indicação. O bioestimulador isolado não resolve esses casos, e o FirmUp também não.

A avaliação médica define se o seu caso tem boa resposta ao tratamento não cirúrgico ou se precisa de outra abordagem. A tabela mostra o caminho que costuma ser considerado para cada perfil.

PerfilCaminho considerado na avaliação
Flacidez leve a moderada em braços, abdome, coxas ou glúteosFirmUp, com bioestimulador e criofrequência
Gordura sem flacidezLipoSlim: veja gordura localizada sem cirurgia
Gordura somada à flacidezReDefine
Celulite associadaSubcisão: veja celulite: o que funciona e o que é mito
Estrias na regiãoA fase define o plano: veja estrias vermelhas e brancas
Excesso importante de pele ou flacidez avançadaAvaliação para outra abordagem, que pode ser cirúrgica

Para a flacidez do rosto, veja flacidez facial: o que realmente funciona.

Vídeo relacionado do canal do Dr. Alexandre:

Perguntas frequentes

A atividade física melhora a flacidez?

Na minha orientação, aumentar a massa muscular e o tônus com exercícios físicos é a base do cuidado com a flacidez das coxas. Os tratamentos estéticos agem na pele e na gordura, e os músculos servem de estrutura para tudo.

O bioestimulador aumenta o glúteo?

Ele atua em firmeza, elasticidade e estímulo de colágeno, mas não é prótese nem enxerto de gordura e não substitui a cirurgia para quem busca grande aumento de volume. A clínica não utiliza materiais permanentes, como o PMMA.

Em quanto tempo aparecem os resultados?

No bioestimulador, os primeiros efeitos aparecem por volta de 30 a 45 dias, e o resultado fica mais completo entre 3 e 6 meses. No FirmUp, a melhora é progressiva, e o colágeno novo continua surgindo por alguns meses depois do fim do protocolo. O ritmo varia de pessoa para pessoa.

Quem não pode fazer esses tratamentos?

Gestação, doenças autoimunes ativas e infecção ou inflamação no local entram nas contraindicações. A criofrequência tem restrição adicional para quem usa marcapasso. A avaliação médica confirma cada caso.


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Sobre o autor

Dr. Alexandre Lima é médico (CRM-MG 38.981) com Especialização em Dermatologia, formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 2003, com mais de 20 anos de atuação em estética facial e corporal. Dirige a Clínica Alexandre Lima, em Belo Horizonte, e mantém no YouTube um canal sobre cuidados com a pele com mais de 860 mil inscritos.

Referências

  1. Atiyeh B, Greige G, Hajjar M, et al. Clinical Relevance of Skin Tightening with Minimally Invasive Subdermal Energy-Based (EB) Technologies. Aesthetic Plast Surg. 2025;49(18):5186-5198. doi:10.1007/s00266-025-05022-4
  2. Loyal J, Hartman N, Goldman MP. A Single-Center, Blinded, Split-Body, Randomized Clinical Trial of High-Intensity, Parallel Ultrasound Beams Versus Microfocused Ultrasound With Visualization for the Treatment of Upper Inner Arm Skin Laxity. Dermatol Surg. 2026;52(4):349-354. doi:10.1097/DSS.0000000000004881
  3. Almukhtar RM, Wood ES, Loyal J, et al. A Randomized, Single-Center, Double-Blinded, Split-Body Clinical Trial of Poly-L-Lactic Acid for the Treatment of Cellulite of the Buttocks and Thighs. Dermatol Surg. 2023;49(4):378-382. doi:10.1097/DSS.0000000000003718
  4. Wyles S, Proffer SL, Pastore L, et al. Regenerative Medicine for Skin Health: From Principles to Practice (Part I). J Am Acad Dermatol. 2026. doi:10.1016/j.jaad.2025.05.1466

Conteúdo informativo, que não substitui a avaliação individual. Revisão médica: Dr. Alexandre Lima, CRM-MG 38.981.