Por Dr. Alexandre Lima, médico com Especialização em Dermatologia (CRM-MG 38.981) · Publicado em 08/10/2026

Resposta rápida: Na rotina da clínica, o preenchimento com ácido hialurônico dura de 9 a 12 meses na maioria das regiões do rosto, com duração maior nos lábios e nas têmporas. A duração varia com o produto, a região e a pessoa. Se houver insatisfação ou complicação, o gel pode ser dissolvido com a enzima hialuronidase, em procedimento médico que pode exigir mais de uma aplicação.

O que é o ácido hialurônico e por que o corpo o absorve?

O ácido hialurônico é um gel que existe naturalmente no organismo, entre as células, e que o corpo vai absorvendo aos poucos quando ele é usado como preenchedor.

Costumo explicar com uma imagem simples: ele funciona como uma esponja, que absorve a água do local onde está. Por ser uma substância do próprio corpo, o risco de alergia ou rejeição é muito baixo. Mesmo assim, o preenchimento pode ter efeitos colaterais, e por isso a avaliação vem antes de qualquer aplicação.

Eu também costumo lembrar que o nome engana. Nem tudo que leva a palavra ácido traz problema: a vitamina C, por exemplo, se chama ácido ascórbico.

Quanto tempo dura o preenchimento com ácido hialurônico?

Na maioria das regiões do rosto, o preenchimento dura de 9 a 12 meses, e essa faixa muda conforme a região.

RegiãoDuração em geral
Maioria das regiões9 a 12 meses
LábiosMuitas pessoas só sentem necessidade de renovar depois de cerca de 1 ano e meio
TêmporasEm geral, de 12 a 18 meses

Como o gel é absorvível, o resultado vai sendo reabsorvido aos poucos, e a renovação é definida na avaliação, sem prazo rígido. O resultado também não aparece de uma vez: o inchaço inicial é normal, e o volume final só aparece depois que ele resolve, por volta de 7 a 15 dias (na olheira, de 15 a 30 dias).

Hoje se sabe que a durabilidade depende da forma como o gel é fabricado, do quanto a região se movimenta e da anatomia de cada rosto. Os géis de ácido hialurônico em geral duram bem, mas alguns tipos de gel parecem causar mais efeitos indesejados que só aparecem depois de um tempo, e por isso o produto é escolhido de forma individualizada.

Já um gel mais leve, feito para linhas finas na superfície da pele, pode manter o efeito por 18 meses ou mais depois de uma única aplicação. Isso vale para esse tipo de produto e de ruga, e não para qualquer gel em regiões de volume. Por isso as faixas da clínica são médias de prática, e não prazos fixos.

O que faz o preenchimento durar mais ou menos?

A duração depende do produto, da região tratada e da pessoa.

  • Produto: o tipo de ácido hialurônico varia conforme a região. Lábios pedem um gel mais denso, olheiras um gel mais leve, e maçã do rosto, mandíbula e queixo pedem produtos mais resistentes, voltados à sustentação e à projeção.
  • Região: o quanto o tecido se movimenta e a anatomia do local influenciam a durabilidade.
  • Pessoa: fatores do organismo de cada um, que determinam a atividade da hialuronidase do próprio corpo (a enzima que quebra o ácido hialurônico), provavelmente influenciam a duração do gel.

Por isso duas pessoas com o mesmo produto na mesma região podem ter prazos diferentes. A quantidade também é individual, e a clínica não trabalha com número fixo de seringas.

Dá para desfazer o preenchimento? Como funciona a hialuronidase

Sim. O ácido hialurônico pode ser dissolvido com a hialuronidase, uma enzima aplicada diretamente na área tratada, que quebra as moléculas do gel e reverte parcial ou totalmente o efeito.

A dissolução começa em minutos, e o resultado final aparece em 24 a 72 horas, podendo levar mais tempo em volumes maiores ou em produtos mais resistentes. Na Clínica Alexandre Lima, é um procedimento médico, com indicação e planejamento individuais. Ela é indicada em situações como:

  • excesso de volume, assimetria ou resultado insatisfatório;
  • nódulos ou irregularidades perceptíveis ao toque ou à vista;
  • efeito Tyndall, a coloração azulada que pode surgir na olheira;
  • migração do produto;
  • desejo de reverter um preenchimento feito antes, inclusive em outra clínica.

O que a dissolução não faz também importa:

  • Pode ser necessária mais de uma aplicação, conforme a quantidade de produto e a resposta individual.
  • Não se promete dissolução completa nem que a pele volte exatamente como antes. Pode haver inchaço passageiro, e a área pode ter sofrido alguma alteração com o preenchimento anterior.
  • A enzima dissolve, em pequena extensão, o ácido hialurônico natural da pele, mas isso é passageiro e o organismo repõe.
  • Ela só age sobre ácido hialurônico: não dissolve material permanente, como PMMA e silicone, nem toxina botulínica. A clínica não trabalha com PMMA.
  • Depois da dissolução, se você quiser, é possível fazer um novo preenchimento, após um intervalo definido na avaliação.

Há ressalvas. A hialuronidase pode ajudar a desfazer nódulos simples de preenchimento, mas ainda não existem dose e protocolo ideais definidos para o rosto.

Além disso, géis diferentes podem responder de forma diferente à enzima, e alguns podem exigir doses maiores para se dissolver. Por isso o plano de dissolução muda conforme o produto.

A própria enzima pode causar alergia. O principal fator de risco parece ser ter recebido injeções dela antes ou ser sensível a veneno de inseto. Por isso é importante informar o histórico de alergias na avaliação.

Se, logo depois de um preenchimento, surgir dor intensa, palidez ou mancha arroxeada na pele, não espere: fale na hora com a equipe da clínica ou procure o serviço de emergência mais próximo. Esses sinais podem indicar oclusão vascular (o bloqueio de um vaso sanguíneo pelo gel), uma urgência médica em que a hialuronidase é tratamento de emergência e não pode esperar uma consulta marcada.

Como planejar a manutenção sem exagerar?

A manutenção segue a avaliação, e não um calendário fixo. A renovação é definida caso a caso, sem prazo rígido, e a quantidade é sempre individual.

O lábio pode ser tratado de forma isolada, sem harmonização completa. Veja a página de preenchimento labial e a de preenchimento facial.

Cada região tem seu raciocínio: leia sobre preenchimento de olheiras e sobre contorno de mandíbula e queixo. Para entender por que doses menores e etapas costumam dar um resultado mais natural, veja o post sobre harmonização sem exagero. O panorama de todos os recursos está no post sobre harmonização facial.

Assista ao vídeo do Dr. Alexandre sobre o tema:

Perguntas frequentes

O preenchimento some de uma vez ou aos poucos?

Aos poucos. O ácido hialurônico é absorvível, e o resultado vai sendo reabsorvido de forma gradual, em um ritmo que varia com o produto, a região e a pessoa.

Preciso renovar em uma data fixa?

Não. A renovação é definida na avaliação, sem prazo rígido, e a quantidade é individual.

A hialuronidase dissolve tudo e a pele volta ao normal?

Não dá para prometer. O resultado depende da quantidade de produto, da área, do material usado e da resposta individual, e pode ser necessária mais de uma aplicação. Pode haver inchaço passageiro depois.

Dá para dissolver preenchimento feito em outra clínica?

A avaliação é feita mesmo que o procedimento tenha sido realizado em outro lugar. O médico examina a área e procura entender o que foi aplicado. A dissolução só funciona para ácido hialurônico, e não para material permanente.

A hialuronidase tem risco?

Pode haver reação alérgica à enzima, e por isso é importante informar o histórico de alergias na avaliação. O inchaço passageiro também pode ocorrer.


Quer avaliar o seu caso?

Cada pele e cada rosto pedem um plano próprio. Na Clínica Alexandre Lima, em Funcionários, Belo Horizonte, a avaliação define o que faz sentido para você, com planejamento médico e acompanhamento da equipe.

Prefere ligar? (31) 3222-2245. Veja como chegar.


Sobre o autor

Dr. Alexandre Lima é médico (CRM-MG 38.981) com Especialização em Dermatologia, formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 2003, com mais de 20 anos de atuação em estética facial e corporal. Dirige a Clínica Alexandre Lima, em Belo Horizonte, e mantém no YouTube um canal sobre cuidados com a pele com mais de 860 mil inscritos.

Referências

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Conteúdo informativo, que não substitui a avaliação individual. Revisão médica: Dr. Alexandre Lima, CRM-MG 38.981.